Maranhão PDF Imprimir E-mail



Origem e Formação do nome

“Maranhão”, segundo opinião comum, originou-se do nome do rio Marañon. O que se conta, é que os primeiros exploradores teriam dado esse nome ao rio para indicar, em castelhano, que não era mar, ou seja, “mar non”.
Alguns autores dão como origem do nome as palavras tupis, mbara, que significa mar, e nã, que significa corrente. Para outros, o nome ter-se-ia originado de “maranhas”, topônimo de Minho (província de Portugal).
E há quem acredite que o étimo do nome vem da expressão tupi-guarani mairanhangá, que significa espírito de mar.


História do Estado


Os espanhóis foram os primeiros a chegar, em 1500, onde hoje se encontra o Estado do Maranhão. Em 1535, os portugueses fracassaram ao tentar ocupar o teritório e só em 1612 foi feita uma ocupação efetiva pelos franceses, que chegaram em três navios e fundaram a Franã Equatorial.

Seguiram-se lutas e tréguas entre portugueses e franceses até 1615, quando os primeiros retomaram definitivamente a colônia. Em 1621, foi instituído o Estado do Maranhão e Grão-Pará, com o objetivo de melhorar as defesas da costa e os contatos com a metrópole, uma vez que as relações com a capital da colônia, Salvador, localizada na costa leste do oceano Atlântico eram dificultadas, devido às correntes marítimas.

Em 1641, os holandeses invadiram a região e ocuparam a ilha de São Luiz, nomeando o povoado em homenagem ao rei Luiz XIII. Três anos depois, foram expulsos pelos portugueses. A separação entre Maranhão e Pará ocorreu em 1774, após a consolidação do domínio português na região.

A forte influência portuguesa no Maranhão fez com que o Estado só aceitasse em 1823, após intervenção armada, a independência do Brasil de Portugal, ocorrida em 7 de setembro de 1822.

No século XVII, a base da economia do Estado era a produção de açúcar, cravo, canela e pimenta; no século XVIII, surgiram o cultivo de arroz e algodão, que, junto com o açúcar, tornaram-se os produtos da base da economia escravocata do século XIX.

Com a abolição da escravatura, em 13 de maio de 1888, o Estado enfrentou um período de decadência econômica, do qual viria a se recuperar no final da primeira década do século XX, quando teve início o processo de industrialização, com a da produção têxtil.

O Estado do Maranhão recebeu duas importantes correntes migratórias ao longo do século XX. Nos primeiros anos chegaram sírio-libaneses, que se dedicaram inicialmente ao comércio modesto, passando em seguida a empreendimentos maiores e a dar origem a profissionais liberais e políticos.

Entre as décadas de 40 e 60 chegou grande número de migrantes originários do Estado do Ceará, em busca de melhores condições de vida na agricultura. Dedicaram-se principalmente à lavoura de arroz, o que fez crescer consideravelmente a produção do Estado.

Fonte: www.mre.gov.br


Dados Demográficos

Capital: São Luís

Região: Nordeste

População: 6.103.327 (estimativa 2005)

Área: 331.918 km2

Densidade demográfica: 17 habitantes por km2

Número de municípios: 217

Vegetação: mata de cocais a leste, mangues no litoral, floresta Amazônica a oeste, cerrado ao sul.

Clima: tropical

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,636 (2000)

Participação no PIB Nacional: 0,9% (2003)

Meio Ambiente

O Maranhão é o único Estado da região nordeste com parte de sua área e coberta pela floresta Amazônica.
Apresenta também importantes áreas de proteção ambiental, como o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, por onde se espalham dunas de até 50 metros de altura.

Culinária

A culinária do Maranhão é influenciada pela portuguesa, francesa, holandesa, pela da região Norte e de outros estados do Nordeste. Baseia-se principalmente nos frutos do mar e tem como destaque o arroz de cuxá, feito com uma erva ligeiramente amarga, a vinagreira.

Uma característica fundamental da cozinha maranhense é o uso de pouco tempero e gordura. Sobre os pratos, destacamos o arroz de cuxá, o arroz de caranguejo, o frango com quiabo, o peixe moqueado, a sopa de camarão. Entre os doces, os alfenins o beiju de folha, o bolo de batata-doce e o pão de macaxeira.

 
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