Rio Grande do Sul PDF Imprimir E-mail




Origem e Formação do nome

Localizado no extremo Sul do País, o estado do Rio Grande do Sul permaneceu longe dos olhos dos conquistadores europeus por mais de um século após a chegada dos portugueses aqui, em 1500.

Seus campos, até então habitados fundamentalmente por três grupos indígenas - Gê ou Tapuia, Pampeano e Guarani - começaram a ser ocupados principalmente a partir de 1610, época que também marca o início de uma série de conflitos e revoluções que durariam pelo menos 300 anos, até o início do século XX.

 

História do Estado

As peculiaridades geográficas da área onde atualmente se encontra o Estado do Rio Grande do Sul, dividido em 11 diferentes regiões fisiográficas, influíram para retardar a ocupação da terra pelo conquistador europeu. Passado um século da chegada dos portugueses no Brasil, a região era ainda quase inteiramente desconhecida por eles.

Somente partir de 1626, padres jesuítas espanhóis começaram a fundar reduções ou missões (aldeias orientadas pela religião católica, onde os índios viviam de acordo com os princípios da cultura ocidental, em comunidades organizadas pelos missionários jesuítas) na região oeste do território hoje pertencente ao sul do Brasil, ao Uruguai e à Argentina.

Durante todo o século XVII ocorreram conflitos freqüentes entre índios e bandeirantes. Os primeiros tinham apoio dos missionários jesuítas, que desejavam convertê-los e civilizá-los. Em razão desse apoio, diversas missões foram criadas e destruídas, tendo os índios sido, por vezes, submetidos a períodos de exílio forçado de suas terras originais.

No final do século XVII e princípios do século XVIII, os índios iniciaram um retorno gradual às terras que antes lhes pertenciam, sempre com o apoio dos jesuítas. Foram criados nesse período, sete povoados, que ficaram conhecidos como os sete povos das missões. A etnia desses povos era variada, mas predominavam os guaranis.

O governo de cada aldeia imitava a organização das cidades coloniais espanholas, sendo a sociedade dividida em classes, segundo o ofício. Artistas eméritos eram considerados em plano social superior, com prerrogativas quase de nobreza. A agricultura era exercida coletivamente, não havendo propriedade particular.

Os instrumentos agrícolas utilizados também pertenciam à coletividade. O gado, fator primordial para o sustento dessas populações, era criado em campos (vacarias) afastados das aldeias, onde existiam boas condições climáticas e gramíneas de alto poder alimentício. Criavam-se também cavalos, ovelhas, cabras, galinhas, porcos etc.

Dada a facilidade de aprendizagem, não houve problemas em ensinar aos índios as artes mecânicas em oficinas onde aprendizes trabalhavam sob a orientação de um mestre. Todos os artífices trabalhavam para a comunidade e viviam da produção local. Extraíam-se a erva-mate e a madeira, praticava-se a metalurgia e criava-se gado.

Tendo aprendido a fazer mudas, os índios plantaram grandes ervais nas proximidades dos povoados. Com a madeira extraída, executavam obras de arte, especialmente peças sacras, como imagens, candelabros etc.

Os sete povos eram formados pelas aldeias de São Francisco Borja (1682); São Nicolau (1687); São Luiz Gonzaga (1687); São Miguel Arcanjo (1687); São Lourenço Mártir (1690); São João Batista (1697); e Santo Ângelo Custódio (1707), município onde hoje podem ser encontradas as ruínas da igreja de São Miguel, conjunto tombado pela Organização das Nações Unidas – ONU, como patrimônio histórico da humanidade.

Enquanto floresciam os sete povos no oeste, o litoral era aos poucos ocupado pela penetração portuguesa. Em 1680 foi criada a colônia de Sacramento, às margens do Rio da Prata (hoje cidade de Colônia no Uruguai). Fundada como local de contrabando, tornou-se um dos centros da guerra de fronteiras travada entre portugueses e espanhóis durante todo o século XVIII.

Em 1726, os espanhóis fundaram a cidade de Montevidéu, a leste de Sacramento, também na margem esquerda do Prata, para diminuir a influência de Portugal na região e ampliar o controle da navegação na região platina. Depois de várias tentativas para conquistar Montevidéu, os portugueses fundaram o Forte Jesus Maria José, em 1737, atual cidade de Rio Grande, em território brasileiro.

Os conflitos se encerraram apenas em 1777, com a assinatura do Tratado de Santo Ildefonso, entre Portugal e Espanha, pelo qual ficou garantida a soberania espanhola sobre Sacramento e a posse de Rio Grande pelos portugueses. A região que hoje corresponde ao Estado do Rio Grande do Sul teve sua fronteira definida apenas em 1801, após a assinatura do Tratado de Badajoz.

As primeiras levas de imigrantes alemães para a região começaram a chegar, a partir de 1824, o que diversificou a economia, antes baseada nas grandes estâncias de gado de corte. Esses imigrantes instalaram-se em pequenas propriedades rurais, com produção agrícola diversificada, que passou a abastecer o Estado e ser exportada para as regiões vizinhas.

No século XIX, ocorreram ainda várias rebeliões no Rio Grande do Sul. A mais longa delas foi a Guerra dos Farrapos, produto de divergências entre defensores de ideais republicanos e federalistas. Durou dez anos (1835-45).

A região seguiu marcada por muitos outros conflitos armados. A pacificação do Estado somente ocorreu a partir de 1928, com o governo de Getúlio Vargas, que mais tarde viria a ser presidente do Brasil.
Fonte: www.mre.gov.br

 

Dados Demográficos

Capital: Porto Alegre

Região: Sul

População: 10.845.087 (estimativa 2005)

Área: 281.734 km2

Densidade demográfica: 36,2 habitantes por km2

Número de municípios: 497

Vegetação: campos (campanha gaúcha) ao sul e oeste, floresta tropical a leste, mata das araucárias a norte, restingas litorâneas.

Clima: subtropical

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,778 (2000)

Participação no PIB Nacional: 8,2% (2003)

 

Meio Ambiente

O relevo gaúcho apresenta três grandes regiões naturais: o planalto, o pampa e a região lagunar. O planalto serrano ocupa a maior parte do estado – 11% do seu território ultrapassa os 600 metros de altitude e 70% fica a menos de 300 metros.

A nordeste, encontram-se altitudes de 900 a 1.000 metros, chegando a apenas 100 metros do vale médio do Rio Uruguai. Na parte meridional apresenta escarpas com o nome de Coxilha Grande. O ponto culminante do Estado é a Serra Geral com 1.398 metros de altitude.

Dois tipos de cobertura vegetal ocorrem no Rio Grande do Sul: campos e florestas. Os campos ocupam cerca de 66% da superfície do estado. As florestas cobrem 29% do território estadual. Nas áreas de maior altitude, com mais de 400 metros, domina a chamada Mata de Pinheiros.

Na floresta está presente a erva-mate, objeto de exploração econômica desde o início do povoamento do estado. Em cerca de 5% do território ocorre vegetação do tipo litorâneo, que se desenvolve nos areais da costa.

A região lagunar na costa atlântica exibe dunas e restingas, além de grande quantidade de lagunas, destacando-se as lagoas dos Patos e Mirim. A Lagoa Mirim recolhe as águas do Rio Jaguarão, a Lagoa dos Patos, as dos rios Turucu, Camaquã e Jacuí.

Além das duas grandes lagoas, há numerosas outras, menores, na planície litorânea, entre elas as de Itapeva, dos Quadros, do Peixe e da Mangueira. Entre os ventos que sopram no estado, dois tem denominações locais: o Pampeiro, vento tépido, procedente dos pampas argentinos; e o Minuano, frio e seco, originário dos contrafortes da Cordilheira dos Andes.

A hidrografia agaucha faz parte da Bacia do Prata. O principal rio gaúcho é o Uruguai. Também significativos são o Taquari, o Ijuí, o Jacuí, o Ibicuí e o Camacuã.

 

Culinária

A culinária gaúcha é influenciada por italianos e alemães, colonizadores do estado. O grande destaque de suas comidas é a carne, preparada de diversas formas, a mais famosa o churrasco acompanhado pelo arroz de carreteiro.

Entre alguns pratos típicos podemos destacar o próprio arroz de carreteiro, carreteiro de pinhão, a chatasca, o churrasco, a cola gaita, a paleta suína com farofa molhada, o pernil de cabrito assado, o revirado à boqueirão.

Entre os pratos doces, temos a ambrosia, o arroz de leite, o papo de anjo e o pudim de pão.

 

 
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