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07- Dia Mundial da Saúde

Mais do que a simples ausência de doenças, a saúde deve ser descrita como um completo estado de bem-estar físico, mental e social. Essa definição foi adotada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), órgão criado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

A data fixada em 7 de abril de 1948 pela Organização Mundial da Saúde fundamenta-se no direito do cidadão e na obrigação do Estado em promover a saúde.

Nem sempre quem não apresenta os sintomas típicos de uma doença pode se dizer saudável. Uma pessoa só é considerada saudável quando o seu corpo e a sua mente estão funcionando em harmonia, proporcionando bem-estar.

A saúde tornou-se uma questão mundial e a responsabilidade pelo bem-estar de todos os povos menos favorecidos é de toda humanidade. Assim atua a Organização Mundial da Saúde, ajudando os governos dessas nações a planejarem e organizarem seus programas de “saúde pública”, promovendo a melhoria nos padrões sanitários, acesso da população à educação e erradicação da fome.

Para ter uma boa saúde é preciso adotar hábitos saudáveis, como:
- alimentação adequada;
- evitar a automedicação;
- cuidar da higiene pessoal;
- dormir o necessário e tranqüilamente;
- praticar exercícios físicos regularmente.

Sugestão de leitura: Sujo, eu?!

de David Roberts, Companhia Editora Nacional
Bebeto tem hábitos bem nojentos, e a sua família não gosta nem um pouco disso. Todo mundo espera que ele mude, mas...

 

08- Aniversário da Cidade de Cuiabá

Cuiabá, capital do estado de Mato Grosso, foi fundada no dia 08 de abril de 1719, pelos bandeirantes Pascoal Moreira Cabral e Miguel Sutil, às margens do córrego da Prainha, devido à descoberta de ouro.

Ali foi encontrada a maior fonte de ouro que se teria achado no Brasil até então, mais tarde denominada “Lavras do Sutil”.

Cuiabá só foi elevada a cidade em 17 de setembro de 1818, através de carta-régia assinada por D. João VI; e como capital do estado de Mato Grosso, em 1825.
Seu nome origina-se de Ikuiapá, que significa lugar de flecha-arpão, pois se acredita que o local era freqüentado pelos índios bororo que pescavam com flecha-arpão na foz do rio Ikuiébo, afluente do rio Cuiabá.

Localizada na região Centro-Oeste, Cuiabá é uma das principais atrações turísticas do estado por abrigar a região conhecida como Pantanal e a Chapada dos Guimarães.

 

13- Aviversário da Cidade de Fortaleza

Fortaleza já existia bem antes da data de sua fundação, que ocorreu em 13 de abril de 1726. Em 1604, o português Pero Coelho de Souza aportou na foz do rio Ceará, ergueu o Fortim de São Tiago e chamou o povoado ao redor de Nova Lisboa.

Anos mais tarde, com o objetivo de expulsar os franceses do litoral do Nordeste, chegou ao povoado o português Martins Soares Moreno, que, após recuperar e ampliar o forte, deu a ele o nome de Forte de São Sebastião.

Sem os franceses, não tardaram a aparecer novos invasores. Os holandeses dominaram a região e construíram o Forte Schooneborck, às margens do rio Pajeú, rebatizado de Fortaleza de Nossa Senhora de Assunção pelos portugueses que voltaram para retomar as terras invadidas.
 
Foi com esse nome que, em 1726, o povoado foi elevado à condição de vila e, em 1823, ganhou o status de cidade pelo imperador Dom Pedro I, chamada de Nova Bragança e, posteriormente, Fortaleza de Nossa Senhora de Assunção.

A nova denominação foi sendo reduzida ao longo dos anos até ficar somente Fortaleza, capital do estado do Ceará.

Fortaleza é conhecida pela beleza de suas praias com águas claras e mornas, sol forte, vento e belas paisagens como dunas, coqueiros e falésias.

 

18- Dia Nacional do Livro Infantil

O dia escolhido homenageia o nascimento do escritor José Bento Monteiro Lobato (1882/1938). A ele são atribuídos a honra e mérito de ser o criador da literatura infantil no Brasil.

O Dia Nacional do Livro Infantil foi instituido pela Lei no 10.402 de 08 de janeiro de 2002.
Monteiro Lobato construiu um universo caracterizado por um cenário natural, enriquecido pelo folclore brasileiro.
O autor desenvolveu sete personagens fixos (Narizinho, Pedrinho, Dona Benta, Visconde de Sabugosa, Tia Anastácia e Tio Barnabé) e 23 livros: Reinações de Narizinho (com onze histórias), Caçadas de Pedrinho, O Saci, Emília no País da Gramática, Aritmética da Emília, Memórias da Emília, Fábulas, Histórias de Tia Anastácia, Peter Pan, Histórias Diversas, Viagem ao Céu, O Poço do Visconde, O Pica-pau Amarelo, Aventuras de Hans Staden, A Reforma da Natureza, História das Invenções, Geografia de Dona Benta, O Minotauro, Sertões de Dona Benta, Histórias do Mundo para as Crianças, D. Quixote das Crianças, A Chave do Tamanho, Os Doze Trabalhos de Hércules, além das obras de tradução.

Monteiro Lobato acompanhou gerações de ávidos pequenos leitores, e nada melhor do que comemorar este dia perpetuando a tradição: incentive a leitura, leia muito e leia sempre!


Sugestão de leitura: Contos de fadas

de Charles Perrault, Companhia Editora Nacional
Tradução de Monteiro Lobato
Os mais famosos contos de fadas, reunidos em uma só obra.

Toda a doçura de: A capinha vermelha, As fadas, Barba Azul, O gato de botas, Pele de asno, A gata borralheira, Riquet topetudo, A bela adormecida e O pequeno polegar.

São contos que vão garantir às crianças diversão e belas noites de sono.

 

19- Dia do Índio

Quando os portugueses chegaram ao Brasil em 1500, encontraram uma natureza exuberante e um povo nativo muito diferente do europeu. Como acreditavam ter chegado à Índia, que era o destino de sua viagem, apelidaram esse povo de índio.

Para os colonizadores europeus, todos os nativos eram índios. Essa generalização proposital favoreceu a dominação desses povos. Na verdade, existiam muitas nações, com uma incrível variedade de tradições, idiomas, manifestações artísticas e modos de vida, que viviam disputando territórios.

O que os igualava era o respeito à natureza, afinal, era dela que eles dependiam para viver: onde caçavam, pescavam, colhiam frutos e raízes. No início, os europeus se aproveitaram dessa diversidade e usaram o índio como aliado. Porém, logo decidiram torná-lo escravo e, nessa luta, inúmeras populações foram praticamente destruídas.

Em 19 de abril de 1940, o 1o Congresso Indigenista Interamericano, reunido no México, instituiu o Dia do Índio. No Brasil, o dia foi oficializado a partir de 1943, por decreto do então presidente Getúlio Vargas, graças ao empenho motivador do marechal Cândido Rondon, um dos primeiros a se preocupar com essa questão no país.

De origem indígena, marechal Rondon estimulou a criação do Serviço de Proteção ao índio (SIP), atual Fundação Nacional do índio (FUNAI), cuja responsabilidade crítica diz respeito à preservação de nossa memória cultural e, principalmente, à preservação da cultura indígena.

Sua tarefa principal é promover a educação básica aos índios, demarcar, assegurar e proteger as terras por eles tradicionalmente ocupadas, estimular o desenvolvimento de estudos e pesquisas sobre os grupos indígenas.

Além disso, é de sua competência defender as comunidades indígenas; despertar o interesse da sociedade nacional pelos índios e suas causas; gerir o seu patrimônio e fiscalizar as suas terras, impedindo as ações predatórias dos seculares aproveitadores, e outras que ocorram dentro de seus limites e representem risco à vida e à preservação desses povos.

A realidade indígena hoje é diferente de quando eles eram os donos desta terra. Obrigados a viver em áreas cada vez menores, os índios foram, gradativamente, perdendo seus hábitos e costumes. O contato com o homem branco contribuiu para essa aculturação, além de levar doenças e outros males para dentro das aldeias.

Muitos índios buscaram fugir da miséria migrando para os grandes centros urbanos. Mas, vítimas de preconceito e sem conseguir se integrar, transformaram-se em indigentes; uma triste realidade que em nada lembra os tempos gloriosos de guerreiros e caçadas.

 

21- Aniversário da Cidade de Brasília

Brasília é a capital da República Federativa do Brasil, inaugurada em 21 de abril de 1960, pelo então presidente Juscelino Kubitschek. A partir dessa data, os principais órgãos da Administração Federal foram transferidos do Rio de Janeiro para a nova capital, com a mudança das sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

A transferência da capital brasileira para um lugar mais afastado do litoral era uma idéia antiga que visava segurança, pois tanto Salvador, a primeira capital, como o Rio de Janeiro, capital até 1960, foram diversas vezes vitimadas por invasões estrangeiras. Já em 1823, José Bonifácio apresentou projeto de criação de uma nova capital, sugerindo o nome de Brasília.

Projetada urbanisticamente por Lúcio Costa e com  projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer, Brasília foi construída com a mobilização de brasileiros que se deslocaram de várias regiões do país para levantar do chão ermo do Planalto Central a nova capital federal; homens de todas as classes, impulsionados pelo mesmo espírito de otimismo e aventura, que acreditavam estar diante de novos tempos e de um futuro magistral.

A construção começou no ano de 1957 e terminou em 1960, e foi julgada por muitos políticos de oposição ao governo de Juscelino como desperdício do dinheiro público.

Em 1987, a cidade passou a ser Patrimônio Cultural da Humanidade, tombamento feito pela Unesco, órgão das Nações Unidas.

 

21- Dia de Tiradentes

Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, nasceu em Pombal, Minas Gerais em 12 de novembro de 1746.

Aos nove anos, ficou órfão de mãe e, aos onze, órfão de pai. Bem cedo começou a trabalhar como vendedor ambulante e, mais tarde, tornou-se dentista, profissão que lhe valeu o apelido. Mal remunerado, tentou a carreira no regimento e alcançou o posto de alferes (hoje, 2o tenente).

Naquela época, as forças opressoras dos colonizadores privilegiavam os homens de origem portuguesa em detrimento dos brasileiros natos.

Um dos impostos mais agressivos obrigava ao mineiro entregar a quinta parte da extração à coroa portuguesa, caso contrário ocorria o processo de “derrama”, ou seja, a cobrança à força.

Esse regime gerava um descontentamento geral até que um grupo de intelectuais se uniu pelo do fim da derrama e em favor da independência do Brasil, num movimento revoltoso chamado de Inconfidência Mineira, ocorrido em 1789, na cidade de Vila Rica, hoje Ouro Preto. Entre eles, estava Tiradentes.

O idealismo de Tiradentes o levou a se envolver de corpo e alma na Inconfidência Mineira e, após retornar de uma viagem feita ao Rio de Janeiro, onde teve contato com novas idéias políticas e filosóficas chegadas da Europa, passou a divulgar em público os propósitos do movimento mineiro.

Um de seus companheiros, Silvério dos Reis, denunciou o grupo e todos foram levados ao tribunal. Os acusados acabaram desertando, porém, Tiradentes manteve-se fiel ao ideal, assumindo toda a culpa pelo movimento.

Foi preso, levado ao Rio de Janeiro, onde ficou confinado numa cela durante três anos, durante o processo de investigação conhecido como “devassa”.

Interrogado, inocentou os companheiros do movimento, assumindo a responsabilidade da conspiração. Em 18 de abril de 1789, Tiradentes ouviu sua sentença de morte, sob a acusação de alta traição.

No dia 21 de abril de 1792, antes de ser enforcado, no campo da Lampadosa – atual Praça Tiradentes, no Rio de Janeiro – , disse: “Cumpri a minha palavra! Morro pela liberdade!”. Depois, seu corpo foi esquartejado e espalhado por pontos estratégicos da cidade, como exemplo a futuros opositores. Pelo seu martírio em prol dos ideais de liberdade da pátria e do indivíduo, em 1822 Tiradentes foi reconhecido como mártir da Inconfidência Mineira e, em 1865, proclamado “Patrono Cívico da Nação Brasileira”.

 

22- Descobrimento do Brasil

O descobrimento do Brasil em 1500 pelo reino de Portugal é o resultado de uma influente e próspera marinha mercante lançada ao Atlântico em busca de novas rotas comerciais para as Índias, onde florescia o comércio das especiarias, jóias, porcelanas e tecidos finos.

No dia 22 de abril de 1500, uma dessas expedições avistou um monte na densa mata atlântica de uma terra virgem, ainda inexplorada, que ficou conhecido como Monte Pascoal, porque era a época da Páscoa.

Pedro Ávares Cabral, no comando da esquadra portuguesa, desembarcou nas terras do Brasil e, pensando ter descoberto uma grande ilha no meio do oceano, a batizou de Ilha de Vera Cruz, local onde os colonizadores tiveram os primeiros contatos com os nativos, chamados de índios, porque os portugueses acreditavam que aquela terra fosse a Índia.

Para notificar o rei português Dom Manuel, o escrivão da frota de Cabral, Pero Vaz de Caminha, escreveu um documento de sete páginas, registrando a data do descobrimento, bem como as características daquela nova terra. Essa carta tornou-se o primeiro documento da História do Brasil.

A designação Ilha de Vera Cruz foi mudada para Terra de Santa Cruz, quando os colonizadores perceberam que não se tratava de uma ilha. O nome mudaria para Brasil, pela abundância de árvores encontradas, chamadas de pau-brasil.

Assim, graças à poderosa frota naval portuguesa, foi descoberta uma nova terra que se tornou o nosso país.

 

Páscoa

A páscoa surgiu entre os pastores nômades na época pré-mosaica, anterior ao profeta Moisés, que festejavam a chegada da primavera.

O Pessach – a festa da Páscoa judaica – significa a passagem da escravidão para a liberdade, comemorada numa cerimônia para relembrar e louvar a libertação dos hebreus depois de um longo período de escravidão no Egito.
Considerada a Festa da Libertação, a Páscoa é a maior festa entre os cristãos que celebram a ressurreição de Jesus Cristo. Nela se comemora a passagem de Cristo “deste mundo para o Pai”, da “morte para a vida” e das “trevas para a luz”.

 

Os Símbolos da Páscoa
A Páscoa é repleta de símbolos importantes e, mesmo em diferentes países e culturas, muitos deles estão sempre presentes nos rituais. Conheça alguns desses símbolos e o que representam:

  • Ovos
    Dar um ovo de presente significa desejar que a vida se renove para a pessoa que o recebe; simboliza fertilidade e nova vida.
  • Círio Pascal
    O Círio é uma grande vela  onde estão  inscritas    as  letras gregas alfa e ômega, simbolizando que Cristo é o princípio e o fim, e a luz.
  • Cruz
    A cruz nos recorda o sofrimento  e a ressurreição de Jesus Cristo. Não  é  somente   um  símbolo  da Páscoa, mas também um símbolo da fé católica.
  • Colomba ou pomba da paz
    Colomba pascal é um bolo preparado com ricos ingredientes em formato de pomba da paz, que simboliza a vinda do Espírito Santo.
  • Coelho
    O coelho é um símbolo de fertilidade. Como se reproduz rapidamente e gera muitos filhotes, representa a fecundidade e a reprodução constante da vida e também a Igreja, que pode ter novos discípulos sempre.
  • Cordeiro
    O cordeiro simboliza, para os cristãos, o próprio Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, que foi crucificado para pagar os pecados dos homens.
  • Pão e Vinho
    Representando o seu corpo e seu sangue, Jesus escolheu o pão e o vinho para dar vazão ao seu amor e ofereceu aos seus discípulos para celebrar a vida eterna.

O costume de  presentear as pessoas na época da Páscoa com ovos ornamentais e coloridos, verdadeiras obras de arte, começou na antigüidade para representar a alegria da ressurreição.
Conta a lenda que uma mulher muito pobre teria colorido alguns ovos e os escondeu para que seus filhos os achassem na manhã de Páscoa. Quando as crianças descobriram o ninho, um grande coelho passou correndo.

Espalhou-se a história de que o coelho teria trazido os ovos. Posteriormente, os ovos pintados foram substituídos por ovos de chocolate, tradicionalmente um presente recheado de significados. Além das toneladas de chocolate, devemos adoçar nossas vidas com boas idéias, que possam germinar novas descobertas.

É também nesse período que devemos refletir sobre a culpa, o perdão, a vida, o amor, a morte, a penitência, a solidariedade e a liberdade. Acreditar nessa simples possibilidade já faz da Páscoa um momento muito feliz.

FELIZ PÁSCOA!

 

Sugestão de leitura: Errar é humano

de Toquinho e Elifas Andreato, Companhia Editora Nacional.
Errar é humano traz uma mensagem: a perfeição não existe.

Diz que é natural não conseguir fazer a lição de casa sozinho ou ter de se apoiar em alguém para andar de bicicleta. Afinal, o certo é aprender errando.

 

 
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