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05- Dia da Amazônia

A Amazônia é a maior área de floresta tropical do planeta. Ela ocupa dois quintos da América do Sul, avançando por nove países: Paraguai, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana Francesa, Suriname e Brasil, que detém 60% de sua totalidade, abrangendo os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e parte dos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.
É um dos mais preciosos patrimônios ecológicos do planeta, representando 35% de todas as florestas do mundo. Considerada uma das mais antigas coberturas florestais e permanecendo estabilizada há cerca de 100 milhões de anos, a Floresta Amazônica é um grande bioma composto por diversos ecossistemas interagindo em equilíbrio.
De sua área total, 65% é composta pela floresta tropical úmida de terra firme. O restante é constituído por matas de cipó, campinas, matas secas, igapós, manguezais, matas de várzeas, cerrados, campos de terra firme, campos de várzeas e matas de bambu. Toda a rede de rios, cachoeiras, córregos, igarapés, lagos e represas constituem os ecossistemas aquáticos da Amazônia.

Não é só pelo tamanho que a Amazônia impressiona, mas também pela riqueza de minerais, espécies vegetais e animais, além de guardar cerca de um quinto das reservas de água doce do mundo, graças ao grande volume de água de seus rios e, também, por ser um dos poucos redutos do planeta onde ainda vivem povos primitivos. Dezenas de tribos ainda existentes espalham-se em territórios dentro da mata, mantendo seus próprios costumes, linguagens e culturas inalteradas por milhares de anos; antropólogos acreditam que ainda existam povos primitivos desconhecidos vivendo nas regiões mais inóspitas e inacessíveis.

Por tudo isso, o interesse pelas questões relacionadas à conservação do meio ambiente confere à Amazônia um papel de destaque nos cenários nacional e internacional por congregar todos os elementos naturais necessários ao sucesso de qualquer programação de ecoturismo.
Desmatamentos, disputas pelo domínio de suas terras, caça e pesca sem controle e contrabando de animais e plantas ameaçam a sobrevivência da Amazônia e impedem a utilização correta de seus recursos para o bem da humanidade. O melhor que temos a fazer é proteger a Amazônia

07- Dia da Independência do Brasil

A Independência do Brasil é um dos fatos históricos mais importantes de nosso país, pois marca o fim do domínio português e a conquista da autonomia política. 
Muitos fatores contribuíram para a Independência do Brasil: a crise do sistema colonial, trazendo revoltas no final do século XVIII e início do século XIX, como a Inconfidência Mineira, a Conjuração Baiana, a Revolta Pernambucana de 1817 e o crescimento do livre comércio.
No ano de 1820, acontece em Portugal o estouro de um movimento liberal e antiabsolutista, conhecido como a Revolução do Porto. No ano seguinte, o parlamento português, exige que D. João VI retorne a Portugal; este obedece e deixa seu filho mais velho, D. Pedro I, como regente do Brasil.

Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro I recebeu uma carta da coroa portuguesa exigindo o seu imediato retorno a Portugal, já que a sua presença impedia o ideal português de recolonizar o Brasil. D. Pedro I respondeu negativamente aos chamados, ficando esse dia conhecido como o “Dia do Fico”.

A seguir, D. Pedro I tomou uma série de medidas que desagradaram a Coroa Portuguesa; organizou a Marinha de Guerra, obrigou as tropas de Portugal a voltarem para o reino, determinou que nenhuma lei de Portugal fosse colocada em vigor sem a sua aprovação, conclamou o povo a lutar pela independência e anunciou sua insubordinação, convocando a primeira Assembléia Constituinte Brasileira.

Depois disso, o príncipe-regente resolveu assinar o manifesto às Nações Amigas, escrito por José Bonifácio, o Patriarca da Independência, e confirmou o rompimento com as Cortes Constituintes de Lisboa.

Durante uma viagem rápida que fez a Minas Gerais e São Paulo, na intenção de acalmar setores da sociedade que estavam preocupados com os últimos acontecimentos, D. Pedro I recebeu uma nova carta de Portugal, que anulava a convocação da Assembléia Constituinte Brasileira e exigia a sua volta imediata para a metrópole. A notícia de que tropas portuguesas poderiam ser enviadas ao Brasil o convenceu a se separar da metrópole. 
Esse fato ocorreu em 7 de setembro de 1822 às margens do rio Ipiranga e é lembrado como o ápice da Independência do Brasil. No mês de dezembro de 1822, o príncipe é coroado pelo bispo do Rio de Janeiro com o título de D. Pedro I, Imperador do Brasil.

 

08- Aniversário da Cidade de São Luís- MA

São Luís é a capital do estado de Maranhão e está localizada na Ilha de São Luís (chamada de Upaon-Açu, que significa “Ilha Grande”, pelos índios tupinambás que viviam ali), no Atlântico Sul, e está ligada ao continente por duas pontes.
Os franceses, liderados pelo fidalgo francês Daniel de La Touche, fundaram São Luís, em 8 de setembro de 1612. O nome escolhido é uma homenagem ao Rei da França, Luís XIII. Os franceses se aliaram aos índios na resistência aos portugueses e, somente em novembro de 1615, a cidade retornou ao domínio português, sob o comando de Jerônimo de Albuquerque, que se tornou o primeiro capitão-mor do Maranhão. 
Em 1641 foi tomada pelos holandeses, que dominaram a cidade por um período de três anos. Somente depois dessas invasões o governo colonial decidiu fundar o estado do Maranhão e Grão-Pará, independente do resto do país.

A construção da Ferrovia e do Porto de Ponta da Madeira, na baía de São Marcos, nos anos de 1980, impulsionou a cidade, que passou a exportar o minério de ferro da Serra dos Carajás, no Pará.

Única capital do país que foi francesa, holandesa e portuguesa, São Luís é o terceiro centro mais denso de povoamento de origem negra no Brasil.

O destaque de São Luís fica por conta do centro histórico, com casas em estilo colonial, sobrados decorados com azulejos portugueses formando lindos painéis, igrejas, calçadas largas, o que fez a capital maranhense ser reconhecida pela Unesco e incluída na lista de Patrimônio Histórico da Humanidade.

 

08- Aniversário da Cidade de Vitória - ES

Vitória é a capital do Espírito Santo. A fundação do estado do Espírito Santo e de sua capital Vitória começou 34 anos após o descobrimento do Brasil. O rei de Portugal, D. João III, dividiu as terras brasileiras em capitanias hereditárias, cabendo a capitania do Espírito Santo ao fidalgo Vasco Fernandes Coutinho, que tomou posse em 23 de maio de 1535, instalando-se no morro da Penha, em Vila Velha.
Como costumavam ser alvo dos ataques de índios, franceses e holandeses, os portugueses decidiram deslocar a capital e escolheram uma ilha perto do continente, habitada por índios goitacazes, que a chamavam de Ilha de Guanaaní.

Depois de uma batalha contra esses índios, os portugueses saíram vitoriosos e passaram a chamar a ilha de Ilha de Vitória. Nasce em 8 de setembro de 1551 a cidade de Vitória.

Vitória se divide em cidade Alta e Baixa: na primeira, se encontram os monumentos históricos e reservas de áreas verdes, onde foi construída a capital, o que resultou em ruas estreitas e sinuosas; na segunda, o comércio, os portos e as praias, e, por ser uma área mais propensa a ataques, foram levantados diversos fortes à beira-mar, transformando o lugar numa praça-forte. As duas partes se ligam por escadarias.

A partir de 1894 foram feitos vários aterros na parte baixa, num processo de modernização, mudando o formato da ilha. Em 1914, surge o primeiro cais e a ponte que liga a ilha ao continente.

Na década de 1970, o porto de Vitória se torna um dos mais importantes do país, proporcionando o crescimento da indústria.

A cidade de Vitória é a segunda capital com a melhor qualidade de vida do Brasil e tem a maior renda per capita entre as capitais brasileiras. Além disso, possui o porto de Tubarão, que é o maior do mundo em exportação de minério de ferro.

 

21- Dia da Árvore

Proteger as árvores e a natureza como um todo é uma atitude indispensável para a manutenção da vida na Terra.
Pela dedicação de um francês chamado Fourrier, no século passado, instituiu-se a “Festa das Árvores”. Sua idéia foi logo imitada por outras nações européias. Nesse mesmo período era comemorado, no estado de Nebraska, Estados Unidos, o “Dia da Árvore” – “The Arbor Day” –, em 10 de abril de 1872, dia instituído em homenagem ao aniversário de J. Sterling Morton, um morador da cidade que incentivava a plantação de árvores naquele estado.

No Brasil, os responsáveis pela primeira comemoração da “Festa das Árvores” foram João Pedro Cardoso e Alberto Loefgren. O evento aconteceu na cidade paulista de Araras, no dia 7 de junho de 1902, com o objetivo de incentivar a plantação de árvores e a conservação do meio ambiente.
Em 3 de maio de 1903, a festa foi lembrada na cidade de Itabira, São Paulo, com o desfile de crianças conduzindo flores, mudas de plantas e instrumentos agrícolas e ainda, dois andores com uma muda de magnólia e outra de pau-brasil, plantadas por Coelho Neto.

Em 24 de fevereiro de 1965, talvez por conta desse histórico, através do decreto presidência, instituiu-se a “Festa Anual das Árvores”, a ser comemorada no dia 21 de setembro em todo o território nacional. Segundo o decreto, a festa tem o objetivo de difundir ensinamentos sobre a conservação das florestas e estimular a prática de tais ensinamentos, além de divulgar a importância das árvores no progresso da pátria e no bem-estar dos cidadãos.

O Brasil foi um dos poucos países que não seguiu o exemplo dos Estados Unidos na escolha do dia para celebrar a árvore; mas existe uma explicação lógica para isso: os povos indígenas sempre cultuaram as árvores na época das chuvas ou quando se preparava a terra para ser semeada, o que marcava o início da primavera. Em razão das diferenças climáticas brasileiras, o evento é festejado na última semana de março no Norte e Nordeste, período referente ao início das chuvas naquela região, e nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste é festejado no dia 21 de setembro. 

Além de embelezarem praças, ruas e avenidas, as árvores refrescam o ambiente. Isso acontece porque dão sombra e mantêm a umidade do ar; ajudam a diminuir a poluição porque absorvem o gás carbônico produzido na queima de combustíveis, o que significa mais oxigênio para nós humanos; agem como barreiras que mudam a direção dos ventos e filtram poeira e fuligem; são indispensáveis nas encostas, às margens de rios e mananciais, pois mantêm o solo firme; tudo isso sem contar os frutos deliciosos que produzem.

 
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