Atividade: Observando e conhecendo o desenho PDF Imprimir E-mail
Material de apoio: Arte - Livro 4

Primeira atividade – Desenho de memória

Objetivos

  • Desenvolver as habilidades para desenhar sem o auxílio de referência visual, recorrendo à memória para transportar para o papel a maior quantidade possível de detalhes de um objeto.

Material a ser utilizado

  • Papel canson ou sulfite
  • Lápis grafite nº 2 ou HB
  • Borracha
  • Lápis de cor ou canetinhas hidrográficas

Procedimentos

  • Apresentar aos alunos objetos de seu cotidiano, começando pelos mais simples até os mais complexos quanto aos detalhes.
  • Deixar que os alunos manuseiem os objetos escolhidos para se familiarizarem com a sua forma, seu tamanho, sua proporção e suas cores.
  • Tirar os objetos do campo de visão dos alunos e escolher um objeto de cada vez para ser desenhado.
  • Questionar os alunos a respeito de cada objeto e, antes de desenhá-lo, recordar a forma (esférica, cilíndrica, poliédrica), o tipo de superfície (plana ou redonda), o tamanho (pequeno ou grande) etc.
  • Desenhar o objeto e aplicar as cores, com a técnica escolhida.

Orientações para o professor

  • O desenho de memória é feito sem uma referência visual, isto é, utilizando-se apenas as informações registradas na memória.
  • Desenhar de memória é fazer uma imagem mental ser transportada para o papel.
  • Para desenhar bem de memória, é necessário treinar a observação. Sem a observação, a memória não registra as informações sobre os objetos e o desenhista não poderá desenhar.

Segunda atividade – Desenho de observação

Objetivos

  • Treinar a habilidade para desenhar um objeto de observação do natural, a fim de reproduzi-lo em toda a sua realidade física, em relação à forma, à proporção, ao volume e aos detalhes.

Material a ser utilizado

  • Papel canson ou sulfite
  • Lápis grafite nº 2 ou HB
  • Lápis grafite da série B para o sombreamento
  • Borracha

Procedimentos

  • Iniciar o trabalho com objetos redondos como garrafas, vasos, moringas, e que tenham um eixo de simetria para facilitar o aprendizado da técnica.
  • Posicionar o objeto no centro de uma mesa também colocada no meio da sala.
  • Organizar as carteiras dos alunos de modo que todos possam ver e observar o objeto de frente e sem interferência.
  • Orientar os alunos para não saírem de seus lugares até o término do trabalho.
  • Lembrar aos alunos para olharem sempre para o objeto que está sendo desenhado, para que a atividade não se transforme em desenho de memória.
  • Passar para outros objetos mais complexos, como plantas em vasos e composições, como as naturezas-mortas.
  • As caixas exigem uma orientação sobre as linhas que obedecem às leis da perspectiva. Uma linha vertical da caixa será também vertical no desenho.
  • As linhas inclinadas em relação ao observador se dirigem aos pontos de fuga, na linha do horizonte imaginário.
  • A mesma orientação para as caixas devem ser seguidas para o desenho de ambientes interiores e exteriores.
  • Para representar ambientes, começar pelo desenho de um canto da sala de aula.
  • Orientar os alunos para que façam várias tentativas para representar um objeto de observação do natural, pois é errando que se aprende a enxergar para desenhar.

Orientações para o professor

  • O desenho de observação, também chamado de desenho do natural, consiste na representação de objetos ou formas como são vistos pelo observador.
  • O método mais comum para o seu aprendizado é o que se inicia pelo desenho aparente de um objeto posto diante do observador.
  • Inicia-se o desenho com traços leves de lápis grafite para obter um esboço geral e, em seguida, os detalhes e o acabamento.
  • Por último, faz-se o sombreado para dar volume ao desenho.
  • Para fazer o desenho de observação de um objeto, é preciso saber representar sua forma, suas dimensões, seu afastamento em relação ao observador etc.
  • As etapas de desenho de observação:     
  1.  
    1. Forma linear: predomínio da linha. Primeiro, realize trabalhos que se destinam à familiarização com as características do modelo e suas proporções relativas, o que deve resultar no descobrimento da síntese da forma do objeto, isto é, a associação com a figura geométrica, correspondente à forma geral do objeto a ser desenhado. Por exemplo: um livro deve ser associado a um retângulo, uma laranja a uma esfera, um limão a uma oval.
    2. Forma plástica: trata das diversas posições do objeto em relação a cada observador. Sua deformação em perspectiva e suas áreas de luz e sombra devem ser observadas com atenção.
    3. Traçado: cada forma deve ser observada com suas características próprias, isto é, se apresenta uma forma delicada, rígida ou flexível; se é feito de material macio ou duro, liso ou rugoso etc.
    4. Medida visual: fazer a medição, a partir do lugar em que o observador está situado, apreender as proporções do objeto que está sendo desenhado e transportar essas medidas para o papel. Para isso, são usados artifícios, sendo o mais simples, o artifício do lápis para determinar a altura e a largura relativa do objeto. Veja a ilustração.
    5. Enquadramento: é o mesmo que centralizar o desenho no papel, de modo que suas proporções fiquem esteticamente distribuídas.
    6. Acabamento e sombreamento: é a definição real do objeto com seu contorno e seus detalhes. Observam-se as partes claras e escuras (sombra própria) e a sombra que ele projeta no plano em que se apóia (sombra projetada). A técnica do sombreamento consiste em cobrir com lápis grafite as áreas de sombra do objeto, copiadas nas mesmas posições no desenho. O sombreado deve começar sempre pela parte mais escura. Um artifício para enxergar melhor os detalhes de luz e sombra em um objeto é olhá-lo com os olhos semicerrados.

Para dar uma idéia do que é desenhar de observação, colocar um vidro transparente entre o objeto e o observador (desenhista). Usar uma caneta hidrográfica para desenhar, sobre o vidro, o que está vendo através dele. Para que seja possível ver o objeto e o vidro ao mesmo tempo, é necessário fechar um dos olhos, para eliminar a visão de profundidade.

Bibliografia

ABRAHÃO, Luiz M. GONÇALVES; Aurélio T. e MELO, Everardo. Integrando as artes. São Paulo: Companhia Editora Nacional,1977.

 
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