Distrito Federal PDF Imprimir E-mail



Origem e Formação do nome

Brasília, nome sugerido já em 1823 por José Bonifácio, em memorial encaminhado à Assembléia Geral Constituinte do Império, foi inaugurada em 21 de abril de 1960, 150 anos após o então chanceler Veloso de Oliveira ter apresentado a idéia ao príncipe-regente.

Anos mais tarde, em 1987, Brasília foi declarada pela Unesco como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade. A cidade recebeu pessoas de todas as regiões do País, e a diversidade de costumes de seus habitantes vem contribuindo para a definição da identidade cultural de Brasília.

A arquitetura, a concepção urbanística e a importância política, econômica e social, oriunda das decisões tomadas pelos Três Poderes, deram à cidade atividades econômicas características à sua função administrativa. Prevalece a prestação de serviços, posto que a preservação ambiental e a manutenção do equilíbrio arquitetônico determinaram a cautela no planejamento industrial da capital.

 

História do Estado

Antes de adentrarmos nos dados históricos, relembremos o famoso sonho tido por Dom Bosco, santo italiano nascido em 1815 e fundador da Ordem dos Salesianos, em 30 de agosto de 1883.

Neste sonho, Dom Bosco vislumbrou uma depressão bastante larga e comprida, partindo de um ponto onde se formava um grande lago, entre os paralelos 15º e 20º, ao mesmo tempo que uma voz lhe dizia repetidamente ...quando vierem escavar as minas ocultas, no meio destas montanhas, surgirá aqui a terra prometida, vertendo leite e mel. Será uma riqueza inconcebível... Diferentemente do que muitos pensam, Brasília tem suas origens muito antes do início da construção da capital em 1956.

A primeira idéia de localizar no sertão do Brasil a sede do governo deu-se no século XVIII e é atribuída ao marquês de Pombal. Os inconfidentes mineiros, em 1789, incluíram a transferência da capital para o interior como um dos objetivos de seu movimento.

Depois da independência, na sessão da Assembléia Geral Constituinte do Império, em 7 de junho de 1823, o deputado Antônio Ferreira França leu o memorial de José Bonifácio de Andrada e Silva, onde este propunha a instalação da capital na recém-criada comarca de Paracatu do Príncipe. O nome seria Brasília ou Petrópole.

A partir de 1839, passou-se a imaginar a construção de uma cidade no planalto central entre os rios São Francisco, Maranhão ou Tocantins. A Constituição de 1891 estabeleceu a mudança da Capital, fato este ratificado pela Constituição de 1934. Na Assembléia Nacional Constituinte, em 1946, as opiniões se dividiram quanto ao local da nova capital.

O deputado Juscelino Kubitschek defendeu a localidade de Pontal, no Triângulo Mineiro, como mais favorável para a instalação do novo Distrito Federal; o deputado Artur Bernardes sugeriu que se repetisse simplesmente o texto da Constituição de 1891; já o deputado João Café Filho opinou a favor de Goiânia.

Por fim, a Constituição de 18 de setembro de 1946 determinou que a capital fosse transferida para o planalto central. Posteriormente, no primeiro comício de sua campanha eleitoral, em Jataí/GO, no dia 4 de abril de 1955, o candidato a Presidente da República Juscelino Kubitschek, quando interpelado em praça pública se de fato efetuaria a mudança da capital, respondeu que cumpriria a Constituição.


Em 15 de março de 1956, já empossado, Kubitschek assinou a Mensagem de Anápolis, lançando as bases da Companhia Urbanizadora da Nova Capital, Novacap, transformada na Lei nº 2.874, de 19 de setembro de 1956, cujo artigo 33 sacramentou o nome Brasília para a futura capital.

O engenheiro Israel Pinheiro foi nomeado como o primeiro presidente da Novacap, dando início aos trabalhos de terraplenagem em 3 de novembro de 1956. Em 31 de dezembro de 1956, antes do início da construção do Plano Piloto, ficou pronta a Ermida Dom Bosco, às margens do Lago Paranoá, exatamente na passagem do paralelo de 15º.

As grandes máquinas acionadas pelos candangos, trabalhadores vindos espontaneamente de todos os pontos do País, sobretudo do Nordeste, começaram a tornar realidade o Plano Piloto elaborado por Lúcio Costa e executado por Oscar Niemeyer. Antes mesmo da inauguração de Brasília, Israel Pinheiro foi nomeado Prefeito da Capital, em 17 de abril de 1960.

Em 21 de abril de 1960, com a inauguração de Brasília pelo Presidente da República Juscelino Kubitschek, encerrou-se a pré-história da nova capital brasileira. Com o desenrolar dos anos, foram nomeados Prefeitos os Srs. Ivo de Magalhães, Plínio Cantanhede e Wadjô Gomide. O primeiro Governador do Distrito Federal foi Hélio Prates, seguido por Elmo Serejo Farias, Aimé Lamaison, José Ornelas, José Aparecido e Joaquim Roriz, todos indicados e nomeados pelo Presidente da República.

Em novembro de 1986, houve pela primeira vez eleições na capital, mas apenas para a Assembléia Nacional Constituinte com a eleição de 8 (oito) Deputados Federais e 3 (três) Senadores. Em 1987, a Comissão de Sistematização da Assembléia Nacional Constituinte aprovou a autonomia política do Distrito Federal. Ainda em 1987, outra boa notícia: Brasília foi declarada pela Unesco Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade.

Em 1988, com a promulgação da Constituição, ficaram estabelecidas, em seu artigo 32, as eleições diretas para Governador, Vice-Governador e 24 (vinte e quatro) Deputados Distritais. Estes tiveram como primeira atribuição a elaboração da Lei Orgânica do Distrito Federal, promulgada em 1993 e publicada no Diário Oficial do Distrito Federal DODF de 09 de junho de 1993.

Na primeira eleição direta para Governador do Distrito Federal foi eleito o Sr. Joaquim Roriz, que já havia governado o Distrito Federal no período de 20 de setembro de 1988 a 12 de março de 1990. Atualmente o Distrito Federal encontra-se plenamente consolidado, tendo deixado de ser meramente uma cidade administrativa e se tornado um atuante partícipe na vida federativa, com forte presença na área de prestação de serviços e comércio, que representa cerca de 90% do Produto Interno Bruto PIB do DF, ficando a indústria com uma participação de 9,5% e 0,5% de participação para a Agricultura.

Aquela cidade inaugurada em abril de 1960 e que muitos acreditavam que não duraria 5 anos, hoje conta com 221.157 habitantes (excluídos Lagos Norte e Sul), tendo sido superada, em termos populacionais, por Ceilândia, que é a mais populosa, com um total de 370.048 habitantes, e por Taguatinga, com 240.041 habitantes. Hoje o Distrito Federal conta com cerca de 2.043.000 de habitantes.

O Núcleo Bandeirante, formado em 1956 com o nome de Cidade Livre, destinado a abrigar os primeiros Candangos, era para deixar de existir após a inauguração de Brasília. No entanto, consolidou-se de tal forma que se tornou uma cidade-satélite.

Além destas citadas, o Distrito Federal conta ainda com as seguintes regiões administrativas: Samambaia, Gama, Recanto das Emas, Sobradinho, Planaltina, Brazlândia, Paranoá, São Sebastião, Candangolândia, Núcleo Bandeirante, Cruzeiro, Lago Sul, Lago Norte, Guará, Santa Maria e Riacho Fundo.

Curiosamente, Planaltina e Brazlândia, apesar de existirem bem antes da construção da nova Capital, fundadas, respectivamente, em 1859 e 1932, tornaram-se cidades-satélites do Distrito Federal. Oficialmente, Taguatinga é a cidade-satélite mais antiga criada como tal, implantada em 5 de junho de 1958, seguida por Sobradinho, em 13 de maio de 1960; Gama, em 12 de outubro de 1960; Guará, em 21 de abril de 1969 e Ceilândia, em 27março de 1971, cujo nome deriva da sigla CEI - Campanha de Erradicação de Invasões.

Em 12 de setembro de 1981, foi inaugurado em Brasília o Memorial JK, que abriga os restos mortais do ex-presidente Juscelino Kubitschek, falecido em 22 de agosto de 1976, sua biblioteca particular, objetos pessoais e variado acervo a ele relacionado.

Para finalizar esta breve história, trazemos abaixo uma famosa frase de Juscelino Kubitschek, datada de 2 de outubro de 1956, tal como se encontra em um monumento na Praça dos Três Poderes:

''Deste planalto central, desta solidão que em breve se transformará em cérebro das altas decisões nacionais, lanço os olhos mais uma vez sobre o amanhã do meu país e antevejo esta alvorada com fé inquebrantável e uma confiança sem limites no seu grande destino''.
Fonte: http://www.distritofederal.df.gov.br/

 

Dados Demográficos

Capital: Brasília

Região: Centro-Oeste

População: 2.333.108 (estimativa 2005)

Área: 5.801,9 km2

Densidade demográfica: 353,5 habitantes por km2

Número de municípios: 1

Vegetação: cerrado

Clima: tropical

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,844 (2000)

Participação no PIB Nacional: 2,4% (2003)

 

Meio Ambiente

Sua fauna conta com mais de 60 mil espécies diferentes. Entre elas, a onça pintada, a suçuarana, o veado-campeiro, o lobo-guará, o tamanduá-bandeira e o tatu canastra. As principais bacias hidrográficas do Distrito Federal são: Preto, São Bartolomeu, Descoberto e Maranhão, que drenam cerca de 95% do território.

Nos limites do Distrito Federal há apenas duas lagoas – a Lagoa Bonita (antiga Mestre D´Armas) e a Joaquim Medeiros, próximas a Planaltina. Orepresamento das águas dos córregos Santa Maria e Milho Cozido formou o Lago Santa Maria e o dos córregos Roncador e Ribeirão das Pedras, o Lago Descoberto. Suas águas são utilizadas para o abastecimento das localidades próximas.

Já o Lago Paranoá formou-se a partir do represamento das águas de vários rios (Paranoá, Acampamento, Bananal, Torto, Cabeça de Veado, Gama, Vicente Pires e Riacho Fundo). No Distrito Federal acontece um fenômeno peculiar, as Águas Emendadas, porque os córregos Brejinho e Vereda Grande, que possuem uma mesma nascente, seguem em direções opostas acompanhando a inclinação do terreno.

As águas do Brejinho se dirigem para o Rio Paraná e as do Vereda Grande para o Tocantins, formando assim as duas maiores bacias hidrográficas da América Latina – a Amazônica e a Platina. É a mais importante reserva natural do Distrito Federal.Sua vegetação típica é chamada de Cerradão, com árvores que podem atingir até 18 metros de altura.

 

Culinária

Para alimentar uma cidade planejada, que recebeu moradores de todos os lugares do Brasil, a culinária brasilense incorporou influências de todo o Brasil.

Assim pode-se encontrar facilmente tanto o pato no tucupi, quanto a feijoada carioca, ou o churrasco gaúcho, ou o frango ao molho pardo mineiro, entre outros.

Assim pode-se encontrar sempre um pouco de cada região brasileira. Um prato, entretanto, o peixe na telha, ganhou uma variante bem regional em Brasília.

 

 
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